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Semana de oração pelo Brasil

Um grupo de evangélicos e católicos está realizando uma corrente de orações pelo Brasil esta semana. A iniciativa é do Ministério Amigos da Oração, sediado em Belém.

Sem dúvida, vivemos um período eleitoral muito confuso. Enquanto o primeiro turno não foi lá esse exemplo de seriedade e propostas, o crivo do segundo turno dividiu o Brasil em dois grupos rivais. Na Bahia, tivemos um homicídio por motivação política. Pelas mídias sociais, amigos e até famílias estão em pé de guerra pela crescente intolerância e incitação direta e indireta à violência produzida pela campanha política.

O propósito da “Semana Nacional de Oração” é pedir que Deus ilumine cada eleitor a fazer a escolha certa no próximo domingo. Naturalmente, trata-se de uma postura de fé, porém, mesmo os que duvidam da existência de Deus podem arriscar um pedido. As orações são dirigidas às 7h20 da manhã através da rádio Amazônia Viva e depois reprisadas em outros canais, e duram apenas dez minutos.

É perceptível que estas eleições têm “algo mais” e que não devem terminar dia 28 de outubro. Uma enxurrada de mensagens eletrônicas verdadeiras (embora ilegais) e falsas tem sido disparada sobre a população incitando uma violência verbal e não verbal sem precedentes no período de redemocratização do país.

                Outro propósito desta semana de oração é clamar a Deus pela igreja brasileira, seja católica, seja evangélica. O clamor é para que Deus não permita que Seu povo seja usado como moeda de troca e negociatas durante a campanha eleitoral finda. Ora-se para que Deus intervenha e não permita que o povo brasileiro seja enganado por maus políticos. O ponto alto desta semana de oração é rogar que Deus exerça o Seu poder soberano sobre o destino dos povos.

                Reconhecemos que, não obstante ambos os candidatos confessem crer em Deus, somente este sabe precisamente quem é verdadeiro e quem é falso. É preciso lembrar que a aparente “festa da democracia” pode representar a legitimação da repressão. Não podemos sorrir quando pessoas falam em fechar o STF. Não podemos ficar calados.

                É lamentável que o TSE não tenha agido como deveria no tocante à propaganda pelas mídias sociais. Naturalmente, evitar “fake news” é um “milagre”, nas palavras da ministra Rosa Weber. Porém, não se trata de uma ou duas mensagens, trata-se de um abuso, de milhões de mensagens que a Justiça Eleitoral não soube evitar, pois, a Justiça Eleitoral, neste aspecto, vive um assombroso paradoxo: de um lado, realiza uma eleição gigantesca por meio digital, enquanto, no tocante à propaganda, parece nada saber da realidade das mídias sociais.

                É assim que o discurso sobre a lisura das eleições digitais esconde um monstro debaixo do tapete, pois omite o esperado papel da Justiça Eleitoral durante o processo de formação da convicção do eleitor. Com todo o respeito, a Justiça Eleitoral é, no mínimo, corresponsável pelo estado de animosidade que domina esta nação. Precisamos orar. Todos estão convidados. Informações podem ser obtidas pelo Whats App (91) 8094-5525.

                Rui Raiol é escritor (Site: www.ruiraiol.com.br)