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COMUNICAÇÃO VERTICAL

Hoje, vamos abrir um espaço para conversarmos sobre coisas boas e agradáveis. Sabemos que o mundo tem seus problemas, porém, a vida não é somente isso. Todos nós estamos imersos numa condição espiritual, uma realidade que existe à margem da nossa crença ou dúvida. Existe algo além da última estrela do Universo, existe algo além do nosso conhecimento sobre matéria e energia.

Vivemos um tempo de avanço tecnológico. Hoje, juízes interrogam réus por videoconferência. Cirurgias podem ser feitas a quilômetros do corpo. Podemos nos comunicar com o mundo em tempo real. Todavia, isto ainda é incipiente perante à realidade do mundo de Deus. Apesar do nosso avanço, continuamos presos às leis do tempo e do espaço. Podemos falar em tempo real, mas ainda não podemos saber a resposta do que ainda não perguntamos. Podemos nos movimentar rapidamente, porém, continuamos presos à superfície da Terra e seus obstáculos naturais, seja na água, na terra ou no mar.

O saber religioso é o conhecimento mais antigo do mundo, ele existe conosco desde o princípio porque desde o princípio o homem notou que deve existir alguma coisa invisível neste mundo, e não estou falando de astrofísica. Porém, como toquei neste ponto, acabei lembrando do que disse um grande cientista recentemente: a questão do Big Bang, e a organização dos corpos celestes em torno do Universo, não é a questão que essa organização baseia-se em leis da mecânica celeste, mas, é o fato que referidas leis são preexistentes ao próprio Cosmos. Em outras palavras: não é que o mundo ao explodir criou suas leis, porém, que, para que os corpos se ajustassem, essas leis já estavam prontas. Então, perguntamos: quem criou essas leis?

Fechando esse parêntese, o nosso ponto de partida está a muitos anos-luz deste planeta. Todo o nosso fundamento está na existência de outra dimensão de mundo que deve estar muito desenvolvido em relação a tudo que sabemos e podemos imaginar sobre ciência. Nossa base está no que os cristãos chamam costumeiramente de Céu ou Paraíso, uma dimensão que seria o berço de todas as coisas e a habitação da Divindade.

Fatalmente, nossa discussão agora ganha esse matiz religioso. Mas, se você quiser ignorar esse elemento transcendental, imagine algo comparado à nossa relação atual com o planeta Marte. Todos estamos aqui querendo estabelecer uma ponte aérea com o Planeta Vermelho. Queremos um intercâmbio, uma troca de informações que nos sejam repassadas daquele lugar, muito embora – até onde sabemos – provinda exclusivamente por mãos humanas. Então, com base neste ensaio, pense no paraíso celestial como um planeta longínquo, todavia, infinitamente mais poderoso que o desértico planeta a ser visitado.

Ao longo da minha vida, eu tenho recebido claros sinais da existência daquele paraíso distante. Eu ainda tinha nove anos de idade quando, crendo que podia exercer a fé, ordenei que uma grande lâmpada florescente, queimada há meses, voltasse a iluminar a sala de casa, e aconteceu instantaneamente. Quando pequeno, consertei rádios e relógios que precisavam de peças, somente pedindo que algo além deste mundo interviesse. Sempre fui capaz de saber quem ia bater à porta de casa e quem estava apanhando o telefone há milhares de quilômetros para falar comigo. Acordado, e estabelecendo uma comunicação viva com Deus através da oração, eu sempre ouvi uma voz audível me avisar o que estava acontecendo em casa, no trabalho e até mesmo com outras pessoas em situação difícil. No tempo dos telefones de ficha, quantas vezes, sem dinheiro, eu realizei demorados interurbanos!

Porém, é quando dormimos que o paraíso celestial pode trabalhar com mais liberdade. Em sonhos, tenho visitado lugares em tempo real e visto situações inimagináveis. Não há como o ser humano saber de coisas que são reveladas nessas ocasiões. É assim, dormindo, que tenho visto curas, livramentos, avisos importantes sobre situação de pessoas aflitas por muitos motivos. Depois, comunicando-lhes a mensagem, elas nos procuram para referir os detalhes que, em sonhos, eu já contemplara.

Uma pessoa chora duas horas da madrugada trancada no quarto. Como explicar que outra pessoa, completamente alheia ao fato, entre ali naquele recinto e veja a cena em tempo real? Acontece. Como explicar uma pessoa com um tumor na coluna que sonha com um homem que faz um desenho sobre uma mesa, diz-lhe determinadas palavras e ora, e depois, visitando uma pessoa, a doente vê essa pessoa fazer o mesmo desenho no papel e orar, só vindo a revelar tudo isto depois que a oração de cura termina? Ninguém, principalmente porque a doente ficou curada ali. O tumor secou.

Rui Raiol é escritor (Site: www.ruiraiol.com.br)
Publicado no jornal O Liberal em 14 de março de 2107.