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NOSSO SISTEMA RELIGIOSO

Não precisávamos, necessariamente, ter chegado ao Século XXI com o atual modelo de igrejas. Primeiro, Jesus não criou novo sistema, ele criticou aquele da sua época, procurando resgatar o verdadeiro sentido da Revelação. A separação dos primeiros cristãos foi uma consequência natural da intolerância entre judeus que divergiam sobre a divindade do Messias. Nos primeiros séculos, a Igreja era literalmente o rebanho, pessoas, reunidas informalmente nos lares. O surgimento do sistema religioso proveio do Império Romano, ao qual a Igreja se uniu e do qual copiou o modelo. Chegamos hoje a uma “verdade” mistificada do que é Igreja, reputando como sagrado e divino muita coisa simplesmente humana. De Deus, provém a fé, a salvação e todo dom e ministério. Do homem, vem o governo, a administração. Então, surgem placas denominacionais, credos, regras próprias de conduta de segmentos da Igreja, surgem os “campos” com a partilha do mundo, cidades, bairros e até ruas. Nascem os sistemas, sejam episcopais, sejam coletivos, todos praticamente com poucas pessoas no topo, justamente aquelas que mais auferem da renda eclesiástica. O sistema religioso gera muita desigualdade, reproduzindo o modelo de classes da sociedade e impedindo que experimentemos a fé vivida pelos primeiros crentes, que desfrutavam da mais plena fraternidade. Na Igreja, rico não é amigo de pobre, a começar pela liderança milionária, fechada em seu seleto grupo. Não precisávamos ter chegado hoje a esse sistema, basta-nos a Palavra, a oração, o ensino coloquial, a ajuda mútua, o amor, algo praticamente extinto nesse sistema.